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Queda no valor faz internet por satélite da Starlink disparar em acessos em Promissão e região



A baixa no preço das antenas e dos planos da Starlink mudou a rotina de usuários como Beto Imai, de Penápolis. Ele decidiu comprar o equipamento depois que um amigo adquiriu primeiro. Pagou pouco mais de R$ 1 mil em uma promoção e, dias depois, viu o valor cair ainda mais para cerca de R$ 800 no modelo Mini. Beto conta que gosta de ir para o mato, mas não de ficar desconectado — por isso instalou a antena direto no carro, que usa para circular região.

Segundo Beto, que trabalha com sistema de comunicação, o sinal alcança 50 a 100 metros e funciona em áreas onde nenhuma operadora entrega serviço. Ele conta que em uma situação de emergência, quando estava sem dinheiro e sem sinal de celular, já conseguiu comprar comida usando a conexão da Starlink. 

Outro bom exemplo do funcionamento da internet por satélite ocorreu no fim de novembro, durante a Agrifamp em Promissão. Beto liberou o Wi-Fi para artesãos e comerciantes, que precisavam de internet para vendas e divulgação. Ele também comenta que o amigo que o influenciou a comprar a antena usa o equipamento até dentro do avião.

O que Beto observa na prática aparece nos números. De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a região tinha 7 acessos em 2022 e passou para 85 em 2023. Em 2024, subiu para 195, e em 2025 já são 305 acessos até outubro





No mês em questão, Promissão registrou 96 acessos da Starlink, Lins 89, Penápolis 78, Avanhandava 22 e Guaiçara 20. 

 

A participação ainda é pequena — 0,6% da banda larga fixa — mas já supera a concorrente Hughes, que soma 71 acessos (0,1%) na região. A tecnologia usa satélites de baixa órbita, permitindo cobertura em áreas rurais e regiões sem infraestrutura terrestre.


Crescimento acompanha a queda no valor

O kit, que inicialmente custava perto de R$ 2 mil, passou a ser vendido por pouco mais de R$ 1 mil, até chegar à faixa dos R$ 800 no modelo Mini. As mensalidades também mudaram de faixa. O plano Residencial custa R$ 236/mês. Para quem trabalha em movimento, a empresa oferece os planos Viagem, incluindo o Viagem – 50 GB (R$ 315/mês) e o Viagem Ilimitado (R$ 576/mês), plano usado por Beto para manter conexão contínua durante o trabalho.


Uso rural impulsiona a demanda

O perfil de quem contrata ajuda a explicar o avanço. Beto trabalha em deslocamento e depende de internet constante para atender propriedades rurais. A possibilidade de usar a antena no veículo e ter conexão estável em trechos sem sinal terrestre tornou o serviço uma opção viável para quem atua no campo.

Outro ponto que atrai usuários é a praticidade: toda a assinatura é administrada pelo próprio cliente pelo celular, da ativação à troca de plano, como em um serviço de streaming popular, caso da Netflix. Não há necessidade de técnico ou instalação profissional, o que facilita o uso em áreas afastadas.