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Polícia prende suspeitos em Promissão e Guaiçara em operação que mira furtos milionários de transformadores na região

 



A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (5) a Operação Irrazoabilidade, direcionada ao desmantelamento de uma associação criminosa responsável por furtos de transformadores e reguladores de tensão em municípios do Noroeste Paulista, incluindo Promissão, Guaiçara, Lins e Cafelândia. A investigação aponta prejuízo superior a R$ 2,7 milhões e impacto direto no fornecimento de energia para moradores, propriedades rurais e serviços essenciais.

Prisões na região reforçam atuação da quadrilha no eixo Promissão–Guaiçara–Lins–Cafelândia

Quatro das seis prisões preventivas decretadas foram cumpridas dentro da área de abrangência regional. Em Promissão, um homem de 62 anos foi preso. Em Guaiçara, dois homens, de 31 e 30 anos, também foram capturados. O quarto mandado foi cumprido na Penitenciária de Álvaro de Carvalho 2 contra um jovem de 22 anos, já preso por outros furtos de transformadores cometidos na área rural de Cafelândia.  Um suspeito de Lins segue foragido.

Investigação nasceu de ocorrências da própria região

Segundo o delegado seccional Everson Contelli, o mapeamento dos crimes começou a partir da análise de boletins registrados em cidades do Noroeste Paulista. Foram identificados 37 furtos com participação de oito envolvidos que alternavam a atuação entre si para dificultar a identificação. A CPFL contabiliza prejuízo superior a R$ 2 milhões apenas nesses casos já esclarecidos, somando o valor dos equipamentos, as reposições emergenciais e as interrupções provocadas na rede.

Modus operandi atingiu diretamente áreas rurais e sistemas que abastecem Promissão e cidades vizinhas

O grupo agia como especialistas em energia elétrica. Nas áreas rurais de Promissão, Guaiçara, Lins e Cafelândia, desligava a rede, abria transformadores e retirava o núcleo de cobre, deixando o óleo escorrer e contaminar o solo. As ações eram geralmente executadas em dias de tempestade, quando quedas de energia passavam despercebidas. A CPFL explicou que o furto de reguladores de tensão, além de tirar de cena equipamentos que podem ter até 50 quilos de cobre, provoca instabilidade capaz de afetar hospitais, indústrias, bairros inteiros e até penitenciárias atendidas pelas regiões de Rio Preto e Lins.

Perfil dos autores difere de outras operações já realizadas

As equipes destacam que esses envolvidos não são receptadores, como ocorreu na Operação Cegueira Deliberada, mas sim executores diretos, com conhecimento técnico para manipular redes de média e alta tensão. Isso torna o crime ainda mais arriscado e gera danos ambientais e estruturais mais extensos.