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COP 30: Promissão polui menos o ar do que Lins, mas supera emissões de Penápolis

Cidade de Promissão (Foto: Gabriel Felix)


Enquanto o mundo discute os próximos passos para frear o aquecimento global e definir novas metas de sustentabilidade na COP 30, o Diário da Noroeste traz dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) que mostram como está o desempenho ambiental das cidades da região. Os números revelam que Promissão vem reduzindo suas emissões de gases de efeito estufa, poluindo menos do que Lins, mas ainda acima de Penápolis.

Em 2024, Promissão registrou 237,3 mil toneladas de emissões atmosféricas — o menor volume desde 2011 e 24% inferior ao total de 2020. Lins continua liderando entre os municípios mais emissores, com 263,9 mil toneladas, enquanto Penápolis aparece logo atrás, com 230,9 mil toneladas.

Evolução das emissões totais (em toneladas)

Lins — 263.994 (2024)
Promissão — 237.370 (2024)
Penápolis — 230.959 (2024)
Guaiçara — 96.169 (2024)
Avanhandava — 84.306 (2024)

Agropecuária é a principal fonte

Em Promissão, o setor agropecuário responde por 64% das emissões totais, com 152,7 mil toneladas — o maior peso entre os municípios da região. Já Lins apresenta perfil mais urbano e industrial, com 124,5 mil toneladas oriundas do setor energético, seguido pela agropecuária (78,8 mil).

Essa parcela atribuída à energia inclui tanto o consumo de combustíveis fósseis quanto a geração de energia a partir da queima de resíduos nas usinas de álcool e açúcar, comuns na região. Embora essa forma de produção seja considerada uma fonte renovável, ela ainda libera gases de efeito estufa durante o processo de combustão da biomassa.

Emissões na Usina Lins (Foto: Internet)

Penápolis mantém um quadro mais equilibrado, com 102,2 mil toneladas na agropecuária e 92,4 mil na energia. Em cidades menores como Guaiçara e Avanhandava, as emissões são mais baixas, mas têm forte concentração na produção rural.


COP 30

Com a COP 30 em andamento em Belém (PA), o Brasil participa das discussões globais que buscam acelerar as medidas de redução de emissões e transição energética. O encontro reúne chefes de Estado, cientistas e representantes de mais de 190 países para avaliar o cumprimento do Acordo de Paris e definir novas metas de descarbonização até 2035.

Entre os principais temas estão a ampliação do uso de fontes renováveis, o controle do desmatamento e o financiamento climático internacional, que deve apoiar países em desenvolvimento na adoção de tecnologias limpas e na adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

Iniciativa do Observatório do Clima, rede formada por mais de cem organizações da sociedade civil, o SEEG é uma das maiores bases de dados de emissões de gases de efeito estufa do mundo, reunindo estimativas anuais sobre o impacto climático das atividades econômicas em todo o território brasileiro.